Visualizações: 0 Autor: Editor do site Horário de publicação: 13/03/2026 Origem: Site
Mesmo com o splicer de fusão mais avançado, encontrar altas perdas de emenda é uma realidade frustrante no campo. Uma emenda “boa” normalmente deve registrar uma perda inferior a 0,05dB. Quando esse número aumenta, geralmente aponta para um dos cinco problemas críticos. Compreender essas causas é o primeiro passo para reduzir novamente o número de perdas.
1. O culpado: má preparação da face final da fibra
Esta é a causa mais comum de grandes perdas. Se a face final da fibra estiver suja, lascada ou tiver um ângulo de clivagem ruim, a luz se espalhará na junta em vez de ser transmitida de forma limpa.
Sujeira: Mesmo a poeira microscópica pode criar um espaço de ar ou bolha quando derretida.
O ângulo de clivagem: Uma clivagem adequada deve ser de 90 graus em relação ao eixo da fibra. Se a lâmina do seu cutelo estiver cega ou sem pressão, um ângulo ruim força o splicer a trabalhar mais para alinhar os núcleos, muitas vezes resultando em desalinhamento e perda.
2. Hardware sujo ou danificado (a variável “oculta”)
Muitas vezes culpamos a fibra, mas às vezes o problema é a própria máquina.
Ranhuras em V: Se as ranhuras em V que prendem a fibra estiverem sujas, a fibra não ficará nivelada. Isto aumenta a altura da fibra, fazendo com que os núcleos fiquem fora de foco durante o processo de alinhamento.
Lentes e espelhos da câmera: A fuligem da descarga do arco ou a poeira no ar podem se depositar nas lentes objetivas. Se a câmera vir uma imagem borrada, ela não conseguirá alinhar os núcleos com precisão.
3. Potência incorreta do arco ou desgaste do eletrodo
O arco elétrico é o que derrete o vidro.
Eletrodos Fracos: À medida que os eletrodos envelhecem, eles se desgastam. Se a potência do arco for muito fraca, o vidro não se funde totalmente, deixando uma lacuna física.
Mudança Ambiental: Se você passar de um local de trabalho ao nível do mar para um local de grande altitude (por exemplo, o topo de uma montanha), a pressão do ar muda. Sem realizar uma “Calibração do Arco”, a descarga será muito forte ou muito fraca para aquele ambiente, causando bolhas ou fusão incompleta.
4. Incompatibilidade de fibra (compensação de núcleo)
Os splicers modernos são inteligentes, mas não são mágicos. Se você estiver tentando unir dois tipos diferentes de fibra — por exemplo, uma G.652 (modo único padrão) com uma G.657 (fibra insensível à curvatura) — o diâmetro de campo do modo pode ser diferente. Mesmo que o revestimento se alinhe perfeitamente, a parte da fibra que transporta luz (o núcleo) pode ser ligeiramente deslocada, causando perda intrínseca.
5. Fatores Ambientais
Na correria do trabalho ao ar livre, o meio ambiente é muitas vezes esquecido.
Vento: O vento pode resfriar rapidamente a temperatura do arco ou fazer vibrar as fibras durante o processo de fusão.
Vibração: Se sua bancada ou joelho tremer enquanto o splicer estiver se alinhando, você obterá uma leitura de alta perda.
Dica de solução rápida de problemas:
Se você observar perdas altas e consistentes, não emende novamente imediatamente. Verifique primeiro o seu cutelo (centralize novamente a lâmina), depois limpe as ranhuras em V com um bastão de álcool seco e, por fim, execute uma calibração de arco. Essas três etapas resolvem mais de 80% dos problemas de campo.